Aventura na América – Parte 1

2 horas do interior de São Paulo para o Aeroporto de Guarulhos. 1 pizza grande para quatro. 2 tickets da Delta. 1 frango cozido seguido de 1 café starbucks com bolinho. 9 horas de voo e 0 horas de sono.

Diferente da minha Aventura no Atacama – que se você ainda não conhece sugiro que clique aqui e veja os perrengues que passei por lá – minha ida para terra do Uncle Sam foi algo planejado e vivido a 4 pés (isso quer dizer que dessa vez não fui sozinho). Mas isso não quer dizer que tenham sido dias menos insanos do que os que tive no meio do deserto mais árido do mundo há alguns anos. O plano era cruzar 5 estados americanos. De carro. Em 7 dias. Então deixa eu contar.

20 de março de 2017 – 5:30AM

Quando disse que dessa vez decidi viver uma trip compartilhando tudo com alguém não significa que eu tenha deixado o Brasil acompanhado. Pois é, a companhia que viveria tudo comigo já estava preparando o solo americano e enquanto isso, eu fazia imigração em Atlanta com meia dúzia de dólares no bolso, nenhuma reserva de hotel e nenhum ticket de retorno no bolso.

Essa é a sala de Imigração de Atlanta. Na triagem eu não passei pelo Officer que a gente entrega o papelzinho que recebemos no avião. Fui parar num totem que você preenche tudo eletronicamente e daí vai pra entrevista.

– Você não tem mesmo um ticket de retorno?
– Olha, senhor. Eu tenho minha reserva de voo para voltar daqui 7 dias. Isso serve?
– Hum.
– Quanto dinheiro você trouxe?
– Isso aqui mais meu cartão – abri a carteira e mostrei.
– Você vai ficar onde?
– Na casa de… de uma amiga e da host family dela.
– Sem reserva de hotel?
– Sem reserva.
– Ela mora aqui há muito tempo?
– Pouco mais de um ano, senhor.
– Ok.

Por Deus, as portas da américa estavam escancaradas para mim. Peguei minha bagagem, levei até a esteira, passei pelos mil detectores e raios-x – para quem não sabe, nos EUA você não passa só por um detector de metal enquanto sua mala de mão é analisada. Enquanto ela passa pelo raio x, além de tirar tudo dos bolsos, você também precisa ficar descalço e passar por um outro raio x da NASA (brincadeira, não é da NASA. Eu acho. Mas veja aqui como é) – Peguei uma espécie de metrô para chegar no meu Terminal (mano, pensa num aeroporto gigante. Clica aqui e vê) embarquei em outro voo de pouco mais de 2 horas rumo ao Texas e finalmente desci em Austin.

Good morning Uncle Sam ☀️🇺🇸

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Quando comentei com alguns amigos que estava indo para Austin, boa parte deles ficaram bem animados. Me contaram de mil e um festivais que ocorriam por lá e sobre como aquela cidade era famosa por ser jovem e viva, mas eu não estava descendo ali por tudo aquilo, eu estava descendo em Austin por um único motivo: presente de Deus. Em menos de 2 meses, por motivos inexplicáveis, eu tirei o Visto Americano e então encontrei uma passagem promocional com 50% OFF. Tudo isso pra colocar pela primeira vez os olhos na pessoa da minha vida. Essa é uma história pra um livro – prometo que já estou escrevendo – mas resumindo, a Paula era aquela pessoa que cruzou meu caminho, talvez mais de uma vez, e que eu só pude enxergar quando ela estava longe demais. Mas qual o problema? Foi o melhor mês de dezembro. Foi a melhor hora. 3 meses se passaram e eu estava prestes a sentir carinho na alma com o melhor abraço do mundo e, pra ser ainda melhor, antecedia uma aventura gigante.

“Desci” em Austin.

Eu tava sentado na poltrona 41A daquele Embraer apertado e na hora de desembarcar – ALGUÉM ME AJUDA – eu estava à Flor da Pele. Além da ansiedade eu precisava muito ir no banheiro. QUINZE minutos mais tarde eu era um louco de boné e moletom cinza, shorts preto e Crocs com broche do Toy Story correndo pela sala de desembarque, que também era a de embarque. Fui ao banheiro bem rapidinho e continuei minha jornada calmo-sereno-tranquilo, afinal, a Paula não poderia me ver e ter a certeza de que eu estava desesperado pra vê-la. Ela ia achar que eu era louco – por que conhecer alguém no “mundo digital” e ir vê-la três meses depois do outro lado do continente é algo super normal – caminhei até a escada rolante que ela estaria esperando, segurei a onda e surfei degraus abaixo. Cheguei lá e… Cadê?

Naquela hora duas coisas passaram na minha mente

Acho que comprei passagens pra Austin errada, mas pelo menos não infartei.
Dei uma volta pelo saguão, encontrei minha mala na esteira, peguei ela e procurei por um sinal de Wi-Fi. Se há algo maravilhoso em todos os aeroportos que pasei pelos Estados Unidos (que foram três) é que todos têm sinal de Wi-Fi gratuito ou pago, sendo que o gratuito é o lento. Pasmem que o lento tem velocidade entre 10 e 15MBps (VAI BRASIL). Enviei mensagem pra ela só pra me certificar de que eu estava na cidade que seria o ponto de partida da grande aventura.

– Mano, cê tá por aqui?
– Meu! NÃO fala que você desceu antes de eu chegar. Atrasou pra pegar o carro que alugamos, mas já estou chegando.
– Ufa! Então eu vou esperar por aqui.

Lógico que eu ia esperar por lá. Pra onde mais eu iria?

Fui no banheiro de novo dar uma checada no rosto, já que eu estava há mais de 24h sem dormir, e então voltei pro saguão. O aeroporto de Austin é bastante charmoso. Ele é bem temático com itens que lembram os anos 70 e 80, tem guitarras nas esteiras que você pega suas malas e coisas parecidas. Ficar prestando atenção nesses detalhes fizeram os 20 minutos que separaram a nossa conversa no telefone do momento que eu vi os olhos dela me procurando irem um pouco mais depressa.

IMG_1886
In love com essas guitarras.

Daí… eu a vi ❤

A gente se vê na parte 2 dessa história?


Quer se preparar pra sua Roadtrip nos EUA?

Caio, onde você pesquisou sua passagem?
R. Foi aqui no blog do Passagens Imperdíveis. Eles postam passagens que de fato são imperdíveis, não só pros Estados Unidos, mas pro mundo todo. Também utilizei o Google Flights.

Como faz pra tirar o visto americano?
R. Tem um cara doidão no YouTube que deixou tudo bem explicadinho nesse vídeo aqui.

Quer saber mais? Clica aqui e pergunta! ❤

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14 comentários em “Aventura na América – Parte 1

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