Aventura no Atacama – parte 1

MANO, EU SOBREVIVI

Se você gostaria de ir ao Atacama ou ao Chile, confira os vídeos com dicas para tudo isso no meu vlog especial desta trip! Para o blog, irei me reservar a contar algumas crônicas dessa grande pequena aventura de 5 dias no deserto mais árido do planeta.

Se há algo que pessoas temem, é ir pra uma viagem sozinhas. Seja para uma cidade ao lado ou para longe, geralmente o ser humano tem a grande necessidade de ter alguém por perto, seja por ajuda ou para dividir historias. Eu estou aqui para provar que esta é a maior mentira verdadeira do universo.
Nas últimas semanas eu fiz uma viagem de 10 dias sozinho para o Chile, na qual durante 3 dias eu encontraria alguns amigos e depois disso continuaria minha jornada; eu e Deus.
Eu diria que viajar sozinho é uma arte que todos deveriam tentar um dia. Colocar todo e qualquer medo de lado, se esforçar para se esvaziar de qualquer espírito anti-social e enxergar todas as maravilhas que podem acontecer com você ao fazer amizades incríveis.

A porta de entrada para o Atacama é uma cidadezinha chamada San Pedro de Atacama, que fica em meio a vulcões, lagos e outros lugares incríveis para se conhecer. Eu fiquei hospedado num camping que fica há 10 minutos pedalando da cidade (sim, usei e abusei de uma bike que a dona do camping me emprestou). A cidade é extremamente turística. Dezenas de agências e lojinhas em meio ao maior clima de filmes Western dos anos 70. Saca só:

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Fiz questão de que os cachorros aparececem na foto para chamar a atenção a um fato chileno. Lá tem cachorro na rua, pra todo lado. Em Santiago e no Atacama. Na neve e no deserto. Dá dó porque a maioria tem uma feição triste, embora o chileno tenha o costume de alimentá-los na rua (se houver alguma lei lá sobre isso me falem) e eles sejam fortinhos e bonitos, a dó continua.

A cidade é bem cara pra se comprar qualquer coisa. Comi lá numa lanchonetizinha bem fubequenta no primeiro dia, porque eu tava morrendo de fome. Investi cerca de 5.200 pesos chilenos por uma empanada (que é pique um salgado heh) e uma coca-cola de latinha. Eu troquei o real por peso chileno numa cotação de 178 pesos pra cada 1 real, então façam as contas.
Após levar esta facada no coração, decidi ir ao mercadinho mais proximo e comprar 2 pacotes de cookies e um de batata Lay’s bem grande. Isso me custou mais 3.500 pesos, mas seria o meu almoço e janta dos proximos 5 dias (viagem low cost é só pra gente zica retardada).

– Caio, você tá num camping, no meio de um deserto, almoçando e jantando cookies e batatas.
– Sim.
– Caio, qual o seu problema?
– … Sim.

Eu não sou o tipo de turísta convencional, que compra uns pacotes de passeios pra se divertir e pronto. Eu gosto de conhecer gente, lugar, bicho. Ouvir a historia deles e fazer parte dela. Não me pergunte onde passar fome entra nesse rolê todo, mas isso fica para futuras discussões via inbox, ok? Hehe
Por fora o camping é basicamente aquilo que vocês veem na foto destacada desse post. Lá eu contava com cozinha compartilhada, banheiros compartilhados, tinha um café da manhã simples todos os dias, o que me ajudou muito (né?), a bike, um cão de estimação chamado Jake e muitos vizinhos de barraca do mundo todo. Enquanto eu estive lá, fizeram parte da minha historia duas belgas incríveis, dois holandeses, uma italiana, um neo zelandês e um casal que era uma brasileira e um chileno muito gente fina. Por dentro minha casa era tipo isso que vocês veem na foto (ai, não reparem na bagunça heh):

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O sol é muito quente durante o dia no deserto, então tive que usar bastante protetor solar, o que não evitou que eu pegasse uma corzinha ❤ (vermelha). Mesmo o sol sendo bem forte, venta demais o dia todo; e quando eu digo demais, são ventos que chegam facilmente a 30 km/h e além, logo o clima pode ficar fresco. A noite faz um frio sensacionalmente gelado, sendo que a temperatura varia de 25ºC (com o vento e o sol ardido) durante o dia/tarde e 1ºC durante a noite/madrugada.
Outra característica que deve ser levada em conta é que o Atacama tem uma altitude conseiderável. Sendo assim, rola aquela pressão bizarra na cabeça no primeiro dia, seu nariz seca. Concluindo, seja forte. É uma aventura.

– Caio, você não passou frio?
– Na barraca não. Dentro dela tinha: colchão, travesseiro, saco de dormir e um cobertor extremamente grosso.

Quanto às sonecas, banhos, etc. Não tive problema algum. Dormi melhor do que durmo em casa. O chuveiro era quente ou gelado, você escolhe. Enfim, o questionamento que pairava na minha mente naquele primeiro dia era “Irei sobreviver comendo isso?”

Essa é uma resposta que Deus me deu no segundo dia e que vou responder para vocês no proximo post. ❤

Fiquem com uma foto do Jake dormindo e até a proxima!

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4 comentários em “Aventura no Atacama – parte 1

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